O sangue jorrando do peito.
Minhas palavras escorrem, e sangro...
Assim de meu jeito.
Longo vai o tempo,
Aquele que partiu para não mais voltar,
O tempo...
O tempo de amar.
Corro por caminhos de frases,
Feitas, languidamente escorridas,
Loucas, mordazes,
Em linhas perdidas.
Sou quem fui,
Quem escrevo...
E disto que flui,
Esquecer-me devo.
Alexandre Albuquerque
